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DESTAQUE

A ESCRAVIDÃO NA BÍBLIA.

Este texto e parte integrante  de um artigo maior postado neste blog: A TEOLOGIA PRESENTE NOS DISCURSOS DA IGREJA CATÓLICA       NO FIN...

23/11/2019

O DON DE LÍNGUAS




O DOM DE LÍNGUAS

        Introdução
O primeiro enfoque do Pr. Evans, com base na passagem bíblica de I Co. 12-14 é que precisamos primeiramente correr atrás do “amor” e não deste ou daquele dom espiritual e que não há na Bíblia nenhum mandamento para procura um determinado dom, exceto o amor e nem mandamento dizendo para exibir suas habilidades ou dons, mas há diversas ordens para amar seu próximo. O apostolo Paulo diz: “Procurai, com zelo, os melhores dons” (I Co. 12:31) e depois diz: “Procurai, com zelo, os dons espirituais” (I Co.14.1) e a partir desse verso começa a discussão de um dom que estava literalmente dividindo a igreja: o dom de línguas, o
qual estava provocando caos no corpo. O Pr. Evans complementa que o capitulo 14 não foi escrito para ampliar o uso desse dom, mas para restringi-lo, porque havia exibição do dom e não com expressão de amor. “Ele não está afirmando que todos devem falar em línguas, mas, sim, dizendo à igreja de corinto: Vocês tem um numero excessivo de pessoas falando em línguas. – Isso é justamente o oposto da ênfase dada às línguas hoje, com evidenciada pela pergunta: ‘Você já recebeu o dom? .(EVANS, p.318).

1.  O FENÔMENO GLOSSOLÁLICO
Questão de definição. Na concepção do Pr. Evans a palavra grega ‘glossa’ significa ‘linguagem’ , isto é linguagem humana tal como o inglês, Frances, (português) e pergunta se Paulo tinha em mente algum tipo de linguagem celestial? Por isso não devemos nos surpreender que nos dias de Pentecostes, cada um dos  judeus reunidos em Jerusalém tivesse ouvido a mensagem de Deus “na sua própria língua” (At.2:6), isto é, no seu próprio dialeto. Esta afirmação pode, inclusive, ser confirmada pelo Dr.  Champlim:  “A palavra traduzida aqui por “...língua...” pode significar idioma ou dialeto, e é fora de duvida que houve ambas as coisas, posto que tanto os frígios como os panfílios, por exemplo, falavam o grego, ainda que em dialetos diferentes; e os partos, medos e elamitas falavam todo a língua persa, ainda
que com variações provinciais. (CHAMPLIN.Vol.3.1986.p.48).

2.  LÍNGUAS PARA EDIFICAÇÃO PESSOAS
Questão de propósito. Com base em 1 Co. 14:21-226 e 1 Co. 14:2,4,57 o Dr. Evans entende que o dom de línguas inicialmente teve o propósito de evangelismo à povos estrangeiros, um sinal para os incrédulos e no Corpo de Cristo, a Igreja, a edificação. Na Igreja, quando ocorrer precisa que alguém com “dom de interpretação de línguas” faça a tradução “para que a igreja receba edificação”: A palavra edificar significa construir e podemos concluir que qualquer coisa que não construa a igreja é ilegítima. O dom de línguas é dado pelo Espírito Santo para edificar o corpo reunido dos cristãos.(...) O dom de línguas não foi dado apenas para seu benefício espiritual.(...) ...todos os dons do Espírito são para beneficio de outros e não para fazer que a pessoa que possui o dom se sinta especialmente mais espiritual. (EVANS. p. 326,327).0
O Dr. Evans é categórico em afirmar ”o dom de línguas tem que ter um fim proveitoso e cujo principio é o amor; assim como os instrumentos musicais, tocados sem nenhuma harmonia, só provoca barulho e de nada se aproveita” (v.7) e portanto, visam seus próprios interesses.(1 Co 13:5). Isto não quer dizer que as línguas foram proibidas pelo Apóstolo, mas ele orientou qual é o seu propósito e no que os crentes da Igreja de Corinto deveriam se concentra, isto é, no “dom do amor”. Na Igreja; “se não houver interprete o individuo deve fica em silêncio” (v.28).  Evans garante que o dom de língua como instrumento particular na oração nada tem a ver com Romanos 8:26 que diz que “o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis”.
  
3.  LÍNGUAS COM INTERPRETAÇÃO PROFÉTICA
No dia de Pentecostes a igreja recebeu a promessa; a presença do Espírito Santo e com ele os dons espirituais com o objetivo de edificar a Igreja: “A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso”. (1Co. 12:7 RA).
Visto que a “edificação” é a razão mesma pela qual os dons espirituais existem na igreja; as línguas devem ser limitadas a fim de atender a essa exigência; e só poderão fazê-lo quando acompanhadas de interpretação. (CHAMPLIN. Vol.04. p.227, 228)
O dom de línguas veio a fim de edificar o crente individualmente e aos demais quanto interpretado e serve como sinal aos incrédulos ou descrentes (vs.22). Paulo não nega o dom, pois ele mesmo afirma falar mais em língua do que todos. Porém, faz uma resalva, prefere o dom de profetizar ao de línguas. O dom de profetizar é um sinal para os crentes e tem a ver com o anunciar a mensagem tanto a um  indivíduo quanto à Igreja e neste caso edifica tanto crente como descrente. “A profecia é o indicio da aprovação e da benção de Deus sobre a congregação porque mostra que Deus está ativamente presente na igreja reunida” (GRUDEN. p. 191).
A profecia é uma indicação da presença de Deus na congregação, visando abençoá-la (1 co.12:22). Portanto, (v.23), se alguém de fora chegar e todos estiverem profetizando (v.24), vocês estarão falando sobre os segredos do coração de quem é de fora, que pensava que ninguém sabia daquilo. Ele irá perceber que as profecias são o resultado de obra de Deus e cairá de rosto em terra, declarando “verdadeiramente Deus está entre vocês” (v.25). dessa maneira, a profecia será um sinal seguro a vocês de que Deus realmente está operando”(GRUDEN, p.192,193).
Com verificamos o dom de línguas carece de um segundo dom para que ele se torne válido e edifique a Igreja, caso contrário somente o individuo será edificado. Os doutores apresentados concordam com o Apostolo Paulo que o dom de Profecia é muito mais favorável à edificação da Igreja do que o dom de línguas.
Champlin enumera seis benefícios do dom de profecia que o faz destacar sobre o dom de línguas. 1) É útil para edificação; 2) É útil para a exortação; 3) é útil para consolo. 4) é útil para convicção de pecados; 5) a profecia tem o efeito de perscrutar, de examinar, de chamar à prestação de contas, e por ultimo: 6) o dom de  profecia é útil pelo que vem a seguir no próximo versículo: “ ...os segredos do seu coração se tornam manifestos...” (v.25) (CHAMPLIN. Vol.04. p. 225).

Comentário do autor:
Aquilo que começa errado tem consequências desastrosas. E se transformam num modelo difícil de mudar. Por exemplo, se o Corpo de Cristo fosse desde o cedo ensinado corretamente, não teríamos tantas indisciplina doutrinárias. No ensino correto das Escrituras o Espírito Santo encontraria terreno fértil para promover o Dom de forma verdadeira. As pessoas seriam edificadas pela interpretação e pelo dom de profecia. Ouviríamos do Espírito o que precisariam para a direção da Igreja e quiçá melhores resultados quanto ao progresso do Evangelho. Os autores disseram que há poucos com dom de interpretar, mas será que a Igreja neste tempo pós- moderno deseja saber o que o Espírito quer falar? (ver Ap.2:7,11, 17, 29, 3:6, 13, 222). Que paradoxo! O dom de interpretação de línguas é maravilhoso. Pois ele transmite o recado na semelhança dos profetas do Primeiro Testamento. Revela a vontade do Espírito àquela Igreja ou àquele individuo. Se for uma direção para aquela Igreja, se for uma resposta de oração àquele grupo, se for uma exortação àquele rebanho, se uma promessa ou uma mensagem de amor, seja o que for, o interprete transmitirá sem medo e com ousadia, pois o é o mesmo Espírito que usa no dom de línguas como o que, usa no dom de interpretar.

4.  LÍNGUAS COMO IDIOMA TERRENO
O Pr. Evans é categórico ao analisar I Co. 13.1 o quê Paulo quis dizer com falar “línguas dos anjos”? Para isso faz duas observações: a primeira é que sempre que anjos falavam com alguém na Bíblia era no idioma do ouvinte e que “não há qualquer referencia bíblica a um dialeto angélico celestial”. E a segunda observação  é que “para identificar uma linguagem angélica teríamos de ter ouvido anjos falarem”. A terceira é que Paulo está usando uma hipérbole3, isto é exagero no falar. Assim como faz para falar da fé que “remove montanhas”(v.2b). O emprego da hipérbole (línguas dos homens ou dos anjos) é para confirmar sua opinião de que exercer dons sem amor é um perda de tempo e que de forma nenhuma esta passagem contradiz sua “definição da palavra língua1 como uma linguagem humana anteriormente desconhecida do orador” (EVANS. p 321).

Orar em línguas e o orar do Espírito.
O espirito do homem não é o mesmo de Romanos 8:26-27:
Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos  como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus”(NVI).
Na carta do Apóstolo Paulo aos Romanos não faz mensão á orar em línguas, mas da intercessão do Espírito (note que está com inicial maiúscula) por aquele que ora a Deus. No texto da primeira carta aos Coríntios tem pelo menos duas observações a fazer: “Pois, se oro em uma língua, meu espírito ora, mas a minha mente fica infrutífera” (vs.14 ). Meu espírito ora (...) a mente fica infrutífera”. Em primeira de Coríntios é o espírito (do homem) quem ora; podendo ser uma oração em línguas ou quando se ora em línguas, enquanto que em Romanos é a intercessão do Espírito quem intercede e geme. Muito comum no meio evangélico é o misturar trechos de um texto com outro sem fazer a devida distinção.  Desta forma na oração tanto em línguas como normal há o trabalhar do Espirito. A diferença é que na oração em língua que se edifica é você. Na oração normal as pessoas ao redor também são edificadas.

A ELEIÇÃO CONDICIONAL E O PENTECOSTALISMO


A ELEIÇÃO CONDICIONAL E O PENTECOSTALISMO

                  INTRODUÇÃO

             Este texto trata de duas doutrinas bíblicas a “Eleição e Predestinação”; temas que foram muito discutidos entre os reformadores. E claro, que até hoje ainda existe divergências entre os protestantes sobre estes assunto,  divergencia esta que não vamos tratar aqui.

Este artigo trata também da natureza da evangelização pentecostal relacionando com a eleição e a predestinação e por fim, como a  oração e sua eficácia podem colaborar para a evangelização.

Uma das características do pentecostalismo é a livre interpretação da bíblia sem muito apego às regras da hermenêutica bíblias. Especialmente porque se espiritualizam por demais os textos. Exemplo bem simples é o texto de Ezequiel 28, o "vale de ossos secos" é o povo de Israel,  o qual na interpretação livre ganha outro sentido e aplicação e  pode se visto como qualquer problema relacionado à vida cotidiana do crente, e que Deus deseja restaurar.  

No entanto, a interpretação livre pentecostal não tem qualquer conflito com as principais doutrinas essenciais das Escrituras e para a unidade do Corpo de Cristo.     Os primeiros missionários pentecostais tinham ótima preparação doutrinaria e formação teológica (2 Tm. 3:17) graças ao grande numero de seminários e universidade teológicas existentes na América do Norte e Europa. 

O pentecostalismo Clássico do inicio do sec. XX encontrou a Teologia em sua forma final; não foi como os reformadores que tiveram refazer a teologia existente idealizada pelos teólogos e liderança da Igreja Católica. O pentecostalismo apenas teve que enfatizar as operações do Espirito Santo como o (1) Batismo do Espirito Santo e os (2) dons do Espirito como ferramentas ao crente e a (3) necessidade de empreender missões mundiais. 


O pentecostalismo sempre esteve presente de alguma maneira, em alguma parte nas Igrejas, mais precisamente em lideres e pregadores.   Não era um movimento como o do inicio do Séc. XX iniciado no inicio nos Estados Unidos que se espalhou pelo munto, incluse no Brasil, mas certo tipo de avivamento local do dons do Espirito  que se traduzia em reformas e mudanças na vida pratica da igreja local.  Apartir do séc. II  o movimento o Espirito Santo iniciado no dia de Pentecostes, meio que foi perdendo força devido as perseguiçoes romanas (até inicio do séc. V), disputas doutrinárias e eclesiasticas (os  Concilios). O tempero da igreja nao estava no mover do Espirito, mas na resistencia  às heresias e aos inimigos da igreja.  Os dons espirituais muitas vezes era visto como heresia, porque era praticado entre as concideradas seitas, como o Montaqnismo, por exemplo.  Sobre este assunto carecia de uma investigaçao mais apurada e um artigo separado. 
O Movimento pentecosntal estava presente entre os Reformadas e  protestantes discidentes como os anabatistas.  Os anabatistas acreditavam que  “as Escrituras como a autorizada Palavra de Deus e pelo Espírito Santo o guia infalível para conduzir o homem à fé em Cristo e guiá-los na vida de discipulado cristão".  Assim como tambem, criam que a pessoa tem  livre arbitrio em crer em Deus  e não na escolha incondicional de Deus.
O formalismo religioso e insinceridades eclesiásticas era um obstáculo para qualquer sinal de vida espiritual. O pietismo aparece na Europa nesse contexto. Idealizado por  Fillipp Jakob Spener (1635-1705), o ‘pai do pietismo’, certo ministro Luterano,  que ajudou a fundar a Universidade de Halle e desenvolveu reformas na vida pratica da igreja e na teologia reformada. Mentor dos pequenos grupos de estudo como era comum entre os pietistas; mais tarde este sistema seria melhor organizado pelo metodismo de  John Wesley.  O pietismo  fez mudanças profundas na vida religiosa nas Igrejas da  Europa, inclusive entre os Morávios. Pioneiros na evangelização mundial;  foram os missionários morávios que influenciaram profundamente a vida e o ministério de John Wesley e seu perfeccionismo arianismo.  Noll (p.241) afirma que “As influencias que se irradiaram a partir de Halle,  Wurttemberb e os Morávios afetaram profundamente o protestantismo em toda a Europa e no Novo Mundo”. Nas ilhas Britânicas o Metodismo dos Wesley e de  George Whitefild (1714-1770) ajudou a espalhar ‘O Grande Despertar’ nas Ilhas Britânicas.  Nova Inglaterra e colônias inglesas na América também. 
  

1.     O REAL SENTIDO DE ELEIÇÃO

 A salvação tem sua  iniciativa em Deus em direção ao homem e só pode ser entendida a partir de Jesus Cristo. A salvação para ser compreendida  realmente  é preciso crer que ela ocorreu e como foi realizada na historia. Por isso não podemos separar cristologia e soteriologa. Somente pela experiência com Deus  não podemos dizer que o conhecemos e conceitua-lo, porque toda a experiência humana é um fenômeno captado pela percepção e pelo  pensamento. Será que Deus pode ser objeto de experiência humana? Toda a experiência de Deus consiste em estarmos voltado para Ele no querer conhece-lo e num querer concreto. Esta vivencia se tematiza em conceitos orientado pelo próprio Deus. De fato Ele é o hermeneuta de nossas interpretações.  Mas o que isso tem a ver com Eleição? A eleição é uma dessas interpretações interiores que fazemos, resultado de  nossa relação com Deus. Ele mesmo traz a lume que somos eleitos: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm. 8:16).

Caixa de texto: • No Novo Testamento grego o termo ‘eleito’ vem do grego “ ‘εκλεκτός’, ή, όν(eklektós, é, ón), escolhido, eleito, selecionado; aparece nos seguintes textos:  Mt 22.14; 24.22, 24, 31; Lc 18.7; 23.35; Cl 3.12; 1 Tm 5.21; 2Tm 2.10; 1 Pe 2.9; 2 Jo 1, 13. ‘Escolha’ aparece em:  1 Pe 2.4, 6 ”. 
• Εκλέγομαι (eklegomai) escolher, selecionar Mc 13.20; Lc 9.35; 10.42; Jo 15.16; At 15.22, 25; Ef 1.4; Tg 2.5. Em Lc 6.44 έκλ. é v.l. de συλλέγω 
• O termo ‘eleição’ εκλογή, ής, ή (eklogé, és, é) seleção, escolha, eleição Rm 9.11; 11.5, 28, 1 Ts 1.4; 2 Pe 1.10 (Danker, 68).









Paulo de Tarso recebeu estas comunicações  do Espirito assim:  (...) nos elegeu nele antes da fundação do mundo (...) nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo (...) nos fez agradáveis a si no Amado. Nele (...) quem fomos feitos herdeiro (...) Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo” (Ef. 1:4-6;11,12-grifo meu).  A hermenêutica que Paulo recebeu do Espirito era toda inclusa em Cristo; foi a sua experiência o levou a isso. Essa convicção interior de eleição em Cristo é somente para “nós os que primeiro esperamos em Cristo”. Os que não têm ainda essa convicção precisam ouvir: “ Sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus (1 Tes. 1:4). E ainda outros precisam ser exortados: “Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis” (2 Pe. 1:10). Logo, os eleitos são os que já estão convictos de sua salvação em Cristo; são os salvos. Em Marcos 13:20 Jesus faz uma distinção entre ‘toda a carne’ e os ‘eleitos escolhidos’ dentre todo mundo. Outra vez Paulo conclama os colossenses a se verem como eleitos de Deus: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade” (Cl. 3:12 – grifo meu).  É assim que todo cristão deve ver a questão da eleição. 
Segunda maneira de ver a eleição: considerando que ninguém merece ser salvo (Rm. 3:23) e que a justificação  é gratuita pela graça de Deus na redenção que há em Cristo Jesus’ (v.24) e acontece no crente que tem fé no sangue de Cristo (v.25); portanto,  a salvação ‘é dom de Deus, (e vem) por meio da fé’ (Ef. 2:8) e assim ‘estamos sendo edificados  para morada de Deus no Espirito’ (v.22). Logo, a eleição não abole a necessidade da evangelização, ou seja, a necessidade de ouvir e crer no Evangelho e confessar Jesus como Salvador (Rm. 10:9-11).  Saber quem são os  eleitos é  prerrogativa e assunto de Deus, e não do Homem. Só Deus sabe quem é.  Alguns se apoiam na  ‘eleição incondicional’  baseado no texto de Romanos 9:11-24), porém o texto continua até o verso 30. Há aquele escolhido por Deus como Jacó em vez de  Esaú, assim como há um ‘povo que não era povo’ que vieram pelo Evangelho que foram  “eleitos segundo a presciência  de Deus (...) que nos gerou de novo para uma viva esperança...”(1 Pe. 1:2a). Estes ‘estrangeiros’ para quem Pedro escreveu são: “Chamarei meu povo ao que não são meu povo (...) aí serão chamados filho do Deus vivo” (25a,26b). 
‘Os gentios alcançaram a justiça que vem pela fé’, enquanto ‘os judeus não alcançaram a justiça’ porque ‘fizeram pelas obras da Lei’.  A resposta está na graça e na fé agindo juntos: “(...) e todo aquele que crer nela não será confundido’ (v.30b) (Jo. 3:18).  A eleição baseia-se no exercício da graça e da misericórdia do Deus soberano, não no mérito de quem quer que seja. 
A doutrina da ‘eleição incondicional’ afirma que Deus determinou salvar algumas pessoas.  Mas não é isso que as Escrituras afirmam: Deus deseja que todos sejam salvos (1 Tn, 2:4; Jo. 3:16; Lc. 6:36 ).
A eleição divina e a salvação pela fé são duas verdades paralelas nas Escrituras que precisam ser aceitas pela fé. A primeira pertence a soberania e presciência de Deus em saber quem são os eleitos a segunda é a vem da necessidade de a pessoa crer para ser salvo. E, muitos são os que optam por rejeitar a verdade que lhe é anunciada, assim continuam nos seus pecados separados de Deus (Jo.3:36; 8:24;  8:34; 15:22,23; Rm 8:8;  2 Ts. 1:5-12; 2 Ts. 2:5-8).

2.     O REAL SENTIDO DE PREDESTINAÇÃO

No Novo Testamento há três palavras coirmãs: Eleitos, chamados e predestinados. No chamado envolve a vontade humana, a livre iniciativa  em atender ao apelo de Deus.  Chamado significa ‘ser despertado, ‘fazer levantar’, ‘acordar no sono’, mas também o sentido de ‘ser convocado para uma festa ou para uma função’. “Muitos são chamados, mas poucos escolhidos”. “Cumpra o seu chamado”. Na predestinação é a vontade de Deus que prevalece: ‘Ele nos predestinou’ para a salvação, cujo alvo é o céu; e, para sermos conforme a imagem de seu Filho (Rm. 8:28-30; Ef. 1:5,11; Fp. 3:20,21)

3.     A NATUREZA ABRANGENTE DA EVANGELIZAÇÃO

Em 1 Tm. 2:3-6 está escrito: “...Deus deseja que todos sejam salvos e deseja que cheguem ao pleno conhecimento da verdade... Cristo Jesus, homem o qual a sim mesmo se deu em resgate de todos”.  Strong (3956) afirma que a palavra ‘todos’ (gr. ‘Pas’) significa  tanto ‘cada um, como todos e tudo’, porém não no sentido completo. Exemplo: “Então, saíam a ter com ele Jerusalém e toda a Judeia”. É claro que nem todos todos de Jerusalém e todos da Judeia estavam lá!  Strong ainda exemplifica afirmando que “As palavras são geralmente usadas para significar que Cristo redimiu alguns de todas as classes — alguns judeus, alguns gentios, alguns ricos, alguns pobres, e não restringiu sua redenção a judeus ou gentios ... (C.H. Spurgeon de um sermão sobre a Redenção Particular)”.  Logo, como diz o louvor:  “de todas classes, povos e línguas muitos virão te adorar...”.  Não vamos no iludir com a ideia de que podemos ganhar o mundo para Cristo e que todos serão salvos. Assim o "mundo tomará" conhecimento de Cristo e virá a crer se  cada um fazer a sua parte; começando com a sua família, no bairro e depois na cidade. Outra forma é o engajar em um trabalho missionáriao. Procure o líder de evangelismo da Igreja e some força para o trabalho missionário. Estude missões e se prepare no estudo da Palavra.

4.     A ORAÇÃO QUE MUDA AS COISAS

Nossa relação com Deus começa com oração. Orar é falar com Deus, mas parece que isso é um tabu a ser vencido por muitos crentes. Qual é o segredo para uma oração vitoriosa? Aquele que ora muitas horas? Eu diria que é o quanto nossas orações estão de acordo com o principio de oração. Se observarmos a oração do “Pai Nosso”, um modelo de oração ensinado por Jesus verificarmos o quanto nossa oração está fora do principio de oração.
Pai Nosso – Jesus mudou a forma de se dirigir a Deus. No Novo Testamento Deus é pai. Amoroso, humano, sensível, cuidador, etc. Não é só meu pai ele é ‘nosso’, meu e seu, estamos juntos na mesma família.
que está no céu –
santificado seja o teu nome – a oração deve ter adoração: “como seu nome é santo”. Santificar o nome é coloca-lo acime de qualquer outro nome.
Venha a nós o vosso reino -  expressa o desejo de ter o governo de Deus. ‘Venha a nós’ – o reino não é só para mim, mas para nós.
Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu – eis um ponto extremamente importante. A vontade de Deus! Vontade feita onde? Em mim, em nós. O desejo que a vontade seja feita em nós da mesma forma que é realizada no céu, me faz pensar em extrema submissão e dependência de Deus e obediência aos seus mandamentos. Isso me leva a orar mais e mais. A buscar a Deus diariamente. ‘Como é feita no céu’ – já se perguntou como ele é feita no céu ?
‘Perdoa nossa ofensas, assim como...’ – reconhecimento que pecamos igual aos outros e por isso também perdoo meu próximo. ‘Nossas ofensas’... a quem nos tem ofendido’. Pedir perdão e oferecer perdão. Muitas orações são broqueadas porque falta perdoar alguém.
Não nos deixes cair em tentação – significa que não somos impecáveis, por isso precisamos de Deus para nos livrar das tentações. Traduz um interesse de melhoria da santidade. Muitos oram, mas não querem mudança de vida. Então Deus não ouve. ‘mas nos livra do mal’ – o mal esta sempre ao redor, e muitos em vez de resistir ao diabo anda abraçado com ele.
‘Porque teu é o poder e o reino e a gloria para sempre’. Por que? O poder é de Deus e não podemos assumir seu lugar, devemos deixar Deus ser Deus. ‘O Reino’ não é o diabo que manda. Oram a Deus, mas tudo quanto é desgraça atribui ao diabo. Deus está governando até quando tudo vai mal. ‘A gloria para sempre’. No principio de oração é preciso crer que Deus tem poder, que governa, é que a gloria ele não divide com ninguém. Amém.

Fonte de consulta: 

BERGSTÉN, Eurico. Teologia sistemática. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
BIBLIA NOVA VERSÃO INTERNACIONAL (NVI). São Paulo: Vida, 2003
BIBLIA SAGRADA, N.T. Ed. Revista e Atualizada. Barueri : SSB, 2007.
CAIRNS, Earle E. O cristianismo através dos séculos, 3ª. Ed. São Paulo: Vida Nova. 2008.
CHAMPLIM, R.N. Novo Testamento interpretado. São Paulo: Milenium. Vol.3. 1986.
CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia, teologia e filosofia. 10ª. Ed. São Paulo:        Hagnos, Vol.    01, 03,   2011.
 EVANS, Tony. A promessa. São Paulo. Abba. 2001.
GINGRICH, F. Wilbur. DANKER, Frederick W;    Lexico do Novo Testamento Grego/Portugues (Trad. Julio P. T. Zabatiero). São Paulo: Ed. Vida Nova, 1979
LLOYD-JONES, M. Os puritanos: Sua origem e seus sucessões. São Paulo: Ed. Pes. 1998.
NOLL, Mark A. Movimentos decisivos na historia do cristianismo (trad. Aldri S. Matos).         São      Paulo: Ed. Cultura Cristã, 2000.
STRONG. LL.D.,STD James. Strong Concordância Exaustiva. São Paulo: SSB, 2002.        
TOKASHIKI, Rev. Ewerton B. O arminianismo de John Wesley, disponível no site:             http://www.monergismo.com/textos/arminianismo/arminianismo_wesley_tokashiki.ht      m, visto em 24/04/2017.
WESLEY, John. Explicação clara da perfeição cristã. Imprensa Metodista, 1933.            Disponível no site: https://www.whdl.org/sites/default/files/            publications/john_         wesley-explicacao_clara_da_perfeicao_crista.pdf , visto em           25/04/2017.


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